Pra ler!

Oitavas de final

24/10/2009 · Deixe um Comentário

Os jogos da Copa de Literatura Brasileira (CLB) desse ano já começaram. Bom, pra relembrar: quem teve a idéia da CLB foi Lucas Murtinho, em 2007. A competição é inspirada no Tournament of Books, criado pela Morning News, uma revista eletrônica americana. Na CLB, são dezesseis livros que competem entre si nos moldes de uma copa mesmo (oitavas de final, quartas de final, e por aí vai). O livro ganhador segue na competição. Aquele que perdeu é eliminado. Cada jogo é decido por um jurado, que tem que justificar o porquê de escolher tal livro como vencedor e não o outro. Assim, o processo de escolha do melhor livro brasileiro do ano fica uma coisa transparente. E quem está do outro lado da tela do PC (no caso nós) podemos criticar as escolhas, dar opiniões, etc. Pra você entender melhor a idéia do prêmio, dê uma olhada nesse trechinho de uma entrevista concedida pelo idealizador da Copa para o site Digestivo Cultural:

“Espero que uma conseqüência desse prêmio que não se leva muito a sério seja um questionamento dos prêmios que se levam a sério demais. Será que um grupo de oito ou dez pessoas, por mais cultas e bem preparadas que elas sejam, é capaz de decidir qual foi o melhor livro do ano? Será que é possível dizer, de forma objetiva e incontestável, que um livro é o “melhor” de um determinado período? Vendo como a Copa pode ser injusta e imprevisível, talvez as pessoas reflitam sobre a injustiça e a imprevisibilidade dos prêmios literários em geral”.

E ele termina a resposta a essa pergunta, dizendo: “mas essa é a justificação filosófica da Copa, que no fundo é apenas uma desculpa para ler e falar de livros”.

A Copa é uma ótima maneira de saber o que anda sendo produzido atualmente. Eu acabo ficando muito presa a livros mais antigos (quase como que querendo recuperar o tempo perdido rs), sendo que tem muito livro bom saindo do forno. Vamos aos jogos, então.

Jogo 1

cordilheira 12566-Livro dos nomes

Cordilheira (de Daniel Galera) x O livro dos nomes (de Maria Esther Maciel). Juiz: Paulo Pozonoff Jr. Clique aqui pra ler a resenha.

No seu texto, Paulo não dá uma sinopse dos livros. Ele mesmo fala que está escrevendo pra quem já leu as obras. Pra você não ficar muito perdido, a história de Cordilheira gira em torno da viagem de Anita. Sob a sombra do término de um relacionamento amoroso e do suicídio de uma amiga, ela aproveita o lançamento de um livro na Argentina para passar uma temporada por lá. Agora em O livro dos nomes, cada capítulo do livro é a história de uma personagem, em ordem alfabética. São vinte e seis capítulos. As vidas das personagens se entrecruzam e o significado de cada nome (como num livro de nomes mesmo) tem relação com a personalidade. Muitas vezes o significado do nome é exatamente o oposto do que é aquela personagem. Maria Esther Maciel é professora da Faculdade de Letras da UFMG.

Paulo Pozonoff é jornalista, tradutor, escritor e curitibano. Aqui, seu blog.

Jogo 2

Areia nos dentes (de Antônio Xerxenesky) x O vencedor está só (de Paulo Coelho). Juiz: Fernando Torres. Resenha aqui.

Fernando conta um pouco do enredo dos dois livros no texto. Esse jogo pelo jeito foi uma disputa apertada. A impressão que eu fiquei foi que se pudesse não ter vencedor, esse seria o resultado rs. Arlequinal é o blog dele. Bom, na verdade, é um blog colaborativo, mas ele está lá. É advogado e escritor.

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Categorias: Copa de literatura

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