Nos Estados Unidos, existe um público alvo literário que ainda não tinha sido pensado aqui no Brasil: o Young Adult (YA). Entra nessa categoria quem tem de 18 a 25 anos (ó nóis aí, gente). São pessoas que se interessam por temáticas adultas, mas que gostam de histórias de fantasias, romances, graphic novels, etc. Achando pensar nesse público era uma boa sacada, a Editora Record criou o selo “Galera” e resolveu investir nos jovens adultos brasileiros. É uma variação do selo adolescente “Galera Record”.
O selo já começa com tudo em fevereiro, com a publicação de O Dragão de sua Majestade, de Naomi Novik. O primeiro volume da série Temeraire. Ao logo desse ano outros livros virão. E alguns autores que era publicados pelo selo “Galera Record” vão passar a ser publicados pelo selo “Galera”.
Fonte: Livro Livre
Categorias: Vem ai
Tagged: Jovens adultos, Record, selo Galera

“Biografia de José Saramago”. O nome não é lá muito original, mas é a primeira obra sobre o escritor português autorizada. O livro, escrito por João Marques Lopes e publicado pela editora Guerra e Paz, foi lançado em Portugal na última quinta-feira, dia 21. As páginas não são muitas. 178. Mas prometem contar fatos desconhecidos da vida de Saramago. Ousado, não? A obra não tem previsão de chegada por aqui.
Saramago nasceu em 1922 na aldeia de Azinhaga, província do Ribatejo. Antes de completar dois anos, seus pais mudaram-se pra Lisboa e foi lá que passou a maior parte da sua vida. Seus pais se chamavam Maria da Piedade e José de Sousa. E esse seria o nome do autor se “o funcionário do Registo Civil, por sua própria iniciativa, não lhe tivesse acrescentado a alcunha por que a família de meu pai era conhecida na aldeia: Saramago”. Pelo menos é o que o autor conta na sua autobiografia. Ele ainda acrescenta que saramago é uma planta, uma herbácea, que virava comida pros pobres em tempos de vacas magras. O autor ganhou o prêmio Nobel de Literatura em 1998.
O último livro de Saramago, “Caim”, chegou às livrarias de Portugal, da América Latina e da Espanha em outubro do ano passado. E como causou polêmica! Na obra, o autor redime Caim do assassinato de Abel e aponta Deus como “autor intelectual do crime” por ter desprezado o sacrifício. É, realmente a vida desse português daria uma ótima biografia. Mas ainda acho que João Marques Lopes foi muito econômico nas páginas: 178 é muito pouco para descrever Saramago.
Categorias: Autor + Obra · Saindo do forno
Tagged: Biografia, FUN, Saramago
Lama. Nome bem sugestivo para uma revista pulp, num é? A publicação, ainda na sua primeira edição, foi lançada no final do ano passado e quer instigar a produção de literatura pulp no Brasil (clique aqui para saber mais sobre a revista). “Mas que diabos é pulp?” – você pode estar se perguntando.
As pulp fictions nasceram nos Estados Unidos entre 1920 e 1950. As publicações eram veiculadas em papel de pior qualidade e, por isso, muito baratas – aliás, é esse tipo de papel, feito da polpa da árvore, que dá nome às revistas.
Eram revistas que traziam contos de suspense, terror, realismo fantástico… Nada com grandes pretensões literárias: as histórias eram simples e cheias de clichês Por isso, muitas vezes as revistas pulp foram sinônimo de literatura de pior qualidade. Mas teve “gente grande” que escreveu pra essas revistas. Isaac Asimov, Ray Bradbury e Arthur C. Clarke são alguns exemplos e olha que estamos falando só no campo da ficção científica.
O Brasil também teve suas pulps. A Detetive, que surgiu em 1936, foi a principal revista brasileira do gênero. Mas tivemos outros títulos também: Lupin, X-9, Meia-noite, Emoção e Mistério Magazine, por exemplo. Uma das publicações pulp brasileiras mais recentes é o livro Ficção de Polpa.
O gênero pulp está ainda hoje presente no que vemos e lemos. Sites, filmes, séries de Tv, livros. Pense bem, mocinhas em perigo, monstros, detetives chinfrins, terror, fantasia… Tudo isso num estilo meio lama. É ou não é?

A idéia da Lama surgiu com Fabiano Vianna – agora editor da publicação – que produzia fotonovelas para o seu site, Crepúsculo
Categorias: Curiosidade e Cultura Inútil
Tagged: FUN, Lama, pulp fiction, revista
- E pra já começar com tudo, vamos ao primeiro post (decente) de 2010 -

Em geral, quem gosta de ler não abre mão de ter o livro ali, na cabeceira da cama. De carne e osso. Ou melhor, de página e tinta. Enfim, você entendeu a idéia. Mas mesmo quem considera um sacrilégio ler uma obra na tela de um computador tem que saber que a internet pode ser uma mão na roda para os aficionados por leitura.
Você, por exemplo, já ouviu falar no Skoob? É uma rede de leitores brasileira. ‘A primeira e maior’, como eles mesmos dizem. É tipo um orkut ou facebook da vida. Lá você cadastra os livros que já leu, aqueles que está lendo, os que ainda vai ler, quais livros abandonou, coloca resenhas… e compartilha tudo isso com seus amigos ou com pessoas que te seguem (à la twitter). Pelo seu perfil, as pessoas conseguem saber mais sobre o seu gosto e vice e versa. Legal é que o Skoob (books ao contrário) é um site brasileiro. Quem animar de entrar me adiciona lá como amiga ;)
Outro site legal é o Trocando Livros. Você se cadastra e oferece livros que você queira trocar. Se alguém solicitar seu livro, você tem alguns dias pra envia-lo pelo correio para quem pediu (você também pode recusar o pedido). Quem banca os encargos com o correio é quem está enviando a obra. No caso, você. Depois que a pessoa receber, você fica com um crédito para pedir qualquer livro que esteja disponível no site. Pode confiar, o seu livro chega. Eu mesma já testei e recebi tudo nos conformes.
E por último, mas não menos importante: a Estante Virtual. O site se define como “um portal criado para revolucionar a comercialização de livros usados pela internet”. Modesto, não? Mas realmente a idéia é boa. A Estante é uma ferramenta de busca, na qual você pode encontrar acervos de 1.694 sebos, de 306 cidades de todo o país. E o serviço de entrega dos livros não perde em nada pra nenhuma grande livraria.
Uma boa pra quem está de férias, né não?
Categorias: Curiosidade e Cultura Inútil
Tagged: net, online, sebos, sites, skoob, trocandolivros
Pronto! Organizei minha vida, descansei e agora estou cheia de idéias pra fazer esse blog voltar à vida. É, por que, convenhamos, ele andava meio morto. Mas esse ano tudo vai ser diferente! Tá, nem tanto… Sem querer entrar na onda de promessas de ano novo que nunca se concretizam (mas meio que já entrando), em 2010 o Pra ler! vai ser atualizado religiosamente toda semana (sic). E digo mais: duas vezes por semana! A seção Dica também terá seus momentos de glória. Uma vez por mês, caracteres fresquinhos ocuparão a página. E não é só isso! Também vou tentar (tentar? Como assim?! Que fraqueza a minha: conseguir!) garimpar livros legais que estejam sendo lançados por aí.
Estão duvidando? Aguardem e verão.
Categorias: Nenhuma das anteriores
Tagged: 2010, duvido, promessas de ano novo
vou abrir uma exceção. Fuçando na net, procurando pautas pra escrever pro FUN, eu achei uma história em quadrinhos lançada pela Marvel Comics em 1978 sobre os Beatles! Clique aqui pra ver a revista inteira.
Fonte: updateordie.com
Categorias: Pra ler agora · Quase uma relíquia
O Pra ler! está em obras. Já não estava sendo atualizado com muita frequencia, né. Mas é justamente por isso que vamos ter mudanças por aqui. É só o tempo das férias chegarem (logo, logo) e esse lugar vai ficar mais organizado e os posts virão. Anote a promessa e aguarde.
Categorias: Vem ai
Computador. Internet. Celulares. Tecnologias cada vez mais modernas, que trazem acesso à informação como nunca imaginamos ser possível. Estamos na Era da Informação. Mais, estamos na Era da Informação em Telas. Com tudo isso, veio também um boato. De início chegou baixinho, quase um sussurro. Hoje, é um baita dum grito que alardeia para quem quiser ouvir uma sentença de morte ao livro de papel.
A machadada mais recente foi o Kindle. Já ouviu falar? É um ipod para livros. Ele começou a ser vendido no Brasil em outubro, mas já é vendido nos Estados Unidos desde 2007. Nesse aparelho dá pra ler os livros na tela e armazerna até 1,5 mil obras. Bom, aí entra o primeiro problema (além do preço salgadinho, cerca de mil reais): os livros virtuais são comprados no site da Amazon, e ainda não tem nada em português. Entre aqui, no site do portal Uai, pra saber mais sobre o Kindle.
Mas essa história de morte do livro não lembra alguma coisa? Não soa um tanto familiar? Na verdade, já ouvimos sentenças bem parecidas com essa. Sabe o rádio? Já era para estar a sete palmos abaixo do chão. Não bastasse ter ameaçado o meio radiofônico, a Tv ainda, de quebra, causou arrepios no cinema . O jornal impresso é, hoje em dia, o condenado à morte número 1 na fila de espera. Por enquanto, nenhum deles morreu, mas é um fato que todos mudaram para se adaptar à chegada da concorrência.
Com o livro não é muito diferente. Se há alguns séculos, a leitura era
divertimento para a classe burguesa (que era quem sabia ler), hoje é a Tv e o computador que ocupam esse espaço. Reflexo disso é que viver da venda de livros não é fácil. Uma das maiores rede de livrarias do Brasil divide as suas lojas entre estantes, jogos de computador, DVDs, produtos de papelaria, material escolar e quase sempre um Café e uma lan house. É difícil achar quem venda só livros.
Mas os livros estão lá. Mesmo que sufocados entre uma mochila e um urso de pelúcia. E há quem compre. E há quem leia. Pelo jeito, é bom desconfiar dessa morte anunciada.
-
E pra não perder o costume de aproveitar aqui os trabalhos de faculdade, aqui vai o link do flirck com umas fotos que eu fiz pra uma disciplina de fotodocumentário. O título é: Tempo esgotado? E o tema é justamento o suposto fim do livro.
Categorias: Curiosidade e Cultura Inútil · Saindo do forno

Essa imagem ilustra as páginas de "Alice no país das maravilhas"
O mundo de Alice é puro non sense. Depois que ela passa para o outro lado (seja do espelho, seja da toca do coelho) tudo vira uma sucessão de cenas loucas. Espaços que aparecem e desaparecem do nada. Personagens esquisitíssimos. E, convenhamos, o mundo criado por Carrol num é um tanto quanto sombrio? Não tem lá uma pitadinha de (não seria bem um pesadelo, mas) sonho angustiante? Também não seremos injustos. Alice é uma menina divertida. É uma mistura engraçada de criança temperamental com uma dama de fina educação inglesa.
Você sabia que houve uma Alice de carne e osso que inspirou Lewis Carroll, pseudônimo de Charles Lutwidge Dogdson? Seu nome era Alice Liddell e era filha de um colega de trabalho de Dogson. Ele lecionava matemática (quando eu fiquei sabendo disso, tive um pensamento bem preconceituoso. Como uma pessoa com a criatividade de Carroll, podia ser professor de matemática?! – confissão nem um pouco politicamente correta de uma pessoa que é de Humanas).

A Alice de carne e osso
Carroll adorava a menina e foi em um dos passeios que fazia com ela e suas irmãzinhas que ele inventou toda a história pra entreter as meninas. Pode admitir que passou pela sua cabeça alguma idéia maldosa sobre a relação de Carroll e Alice. Bom, você pode não estar de todo errado. Existem inúmeros boatos por aí. Dizem que Carroll nutria uma paixão platônica por Alice e que ele era pedófilo. Verdade ou não, nada chegou às vias de fato, pelo que sabemos.
Das letras às imagens
Hoje, faz 75 anos que a Alice real morreu. Mas a Alice de papel está vivinha da Silva. E vai até parar nas telas de cinema ano que vem. Quem está dirigindo o filme é Tim Burton. É aquele da Fantástica Fábrica de Chocolates, Planeta dos Macacos, Edward mãos de tesoura, Peixe Grande e suas histórias maravilhosas, o recente Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet e vários outros. É, uma rápida olhada nos filmes de Burton e já dá pra perceber que ele é uma boa escolha pra dirigir Alice no País das Maravilhas.

"Alice no país das maravilhas", filme de Tim Burton
Quem vai estar no papel de Alice é Mia Wasikowska. Mas quem se importa com essa menina, quando temos Johnny Depp no filme (as meninas que lerem esse post vão me entender rs). Ele será o Chapeleiro Louco. (Saiba mais aqui)

Mia Wasikowska no papel de Alice no novo filme da Disney

Olha o Johnny Deep aí, gente!
Você sabia que não é só uma aventura que Alice vive, mas sim duas? As Aventuras de Alice são compostas pelo famoso Alice no País das Maravilhas e pelo Alice no país do espelho (ou Alice através do espelho). Ainda não acabei de ler o livro mais conhecido de Carroll. Então, tudo o que eu sei é o que a Disney nos mostrou no desenho animado. Já Alice através do espelho li para um trabalho de faculdade. O livro não é bem uma continuação. Não faz referência ao outro livro e pode ser lido de forma independente. Mas foi escrito depois, como uma segunda aventura mesmo.
Aproveitando o embalo, coloquei no Dica um texto sobre a segunda aventura de Alice. Esse blog vai ter overdose da menina dessa vez (isso poderia ser uma piadinha, se você pensasse no caráter meio alucinógeno das histórias de Carroll. Mas eu nunca faria uma piada ruim desse jeito). Bom, se você quiser atravessar o espelho, clique aqui.
Categorias: Autor + Obra · Quase uma relíquia · Vem ai
… e, no outro, estava vivendo outra aventura. Era outra cena, outra situação. Podia estar no Nordeste com o Chico Anísio ou no Egito com um pesquisador de demônios; podia estar nas terras míticas com Jasão e os Argonautas ou vivendo o drama realista de um menino com o dedo verde – onde ele tocava nascia uma planta. Podia estar acompanhando o terror de um homem perseguido por um vingativo gato preto ou desvendando um crime com Sherlock Holmes.
Tudo era muito divertido. E tudo é muito divertido, pois a capacidade humana de criar, reinventar histórias e contá-las não tem fim. Eu gosto e lê-las e de criá-las. Acho que nossa vida fica muito melhor com elas.”
Trecho de um post muito legal (Como comecei a ler livros) do Luiz Biajoni que saiu no site Amálgama. Dá uma passada lá. Vale a pena.
Categorias: Pra ler agora